quinta-feira, 22 de julho de 2010

Com campo alagado Vasco fica no empate com o Grêmio

Na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro, Grêmio e Vasco foram a campo nesta quarta-feira no encharcado Estádio Olímpico - castigado pela chuva - para tentar escapar da situação delicada. Porém, as equipes acabaram empatando por 1 a 1, placar construído ainda no início do confronto, por intermédio dos atacantes Nunes e Jonas, respectivamente.


Para dificultar a vida de Silas, os gaúchos não puderam contar com Edilson, Rodrigo e Douglas, que cumpriram suspensão. Por isso, o volante Fernando teve que ser improvisado na lateral direita, enquanto Ozéia entrou na zaga e Maylson assumiu o posto de Douglas no meio-campo.

Já o Vasco, que ainda não pôde contar com a maioria dos seus reforços - o lateral Irrázabal, o volante Felipe Bastos, os meias Felipe, Zé Roberto e Carlos Alberto, além do atacante Eder Luís - apostou na formação que vem dando certo após a pausa para a Copa do Mundo (a equipe ainda não havia perdido em duas partidas disputadas, com um empate contra o Goiás e vitória sobre o Atlético-PR).

Mesmo atuando fora, o Vasco começou melhor e levou perigo logo aos 5min, quando o zagueiro Ozéia salvou quase em cima da linha após saída em falso de Victor. O goleiro gremista voltaria a falhar um minuto depois. Nunes desviou bola erguida na área e ela passou mansa, por baixo do corpo do camisa 1, abrindo o placar a favor do Vasco.

O Grêmio respondeu aos 9min. O atacante Jonas recebeu na entrada da área, girou sobre a zaga vascaína e chutou com força, no canto alto de Fernando Prass, empatando o jogo.

O resultado manteve os dois na zona de degola, com as posições inalteradas: Grêmio na 17º colocação e o Vasco em 18º, ambos com dez pontos.

Na próxima rodada, o time carioca tem outro confronto direto com uma equipe que briga para escapar do rebaixamento ao receber o Atlético-GO, no sábado, em São Januário. Já o Grêmio sai para enfrentar o Cruzeiro, no próximo domingo.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Flamengo vence e entra no G4

Neste domingo, o Flamengo foi ao Estádio Serra Dourada, em Goiânia, e venceu o Atlético-GO por 1 a 0, com gol de pênalti cobrado por Petkovic. O clube carioca chegou aos 15 pontos em nove jogos e colou no G-4. A equipe goiana entrou em campo segurando a lanterna, com quatro pontos, e lá permaneceu depois de mais um revés.


Fora de campo, o Flamengo anunciou que vai rescindir o contrato do goleiro Bruno, suspeito de envolvimento na morte da ex-amante Eliza Samudio. A equipe carioca veio de vitória no clássico contra o Botafogo (1 a 0) e foi a campo vestida de branco, na partida em que o técnico Rogério Lourenço promoveu a estreia do volante Correa e do atacante Cristian Borja.

Tentando fugir da lanterna do campeonato, o Atlético-GO foi escalado com três modificações em relação ao último jogo - derrota para o Atlético-MG por 3 a 2. Jairo e Marcão, suspensos, deram lugar a Welton Felipe e Pedro Paulo. Por questões táticas, Elias ganhou a vaga de Ramalho no meio de campo.

Melhor em campo, o Flamengo foi presenteado pela atuação aos 35min. Diego Maurício escapou de falta na ponta esquerda, entrou na área e foi derrubado pelo zagueiro Gilson. Pênalti cobrado com categoria por Petkovic: 1 a 0. Este foi o segundo gol do sérvio no Campeonato Brasileiro.

Na próxima rodada o lanterna Atlético-GO busca a recuperação diante do Corinthians, líder do campeonato, no Estádio Serra Dourada. A partida será realizada quarta-feira, às 21h50.

Com duas vitórias consecutivas depois da paralisação pela Copa do Mundo, o Flamengo se aproximou dos líderes e busca as primeiras colocações do Campeonato Brasileiro também na quarta-feira, quando recebe o Avaí no Maracanã, às 21h.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Flamengo vence Botafogo e mantém tabu de 10 anos

Com um gol do atacante Paulo Sérgio no segundo tempo, o Flamengo venceu o Botafogo por 1 a 0 ontem, no Maracanã, pela oitava rodada do Campeonato Brasileiro. A vitória manteve um tabu de dez anos sobre o rival, cuja última vitória sobre o time da Gávea em Campeonatos Brasileiros foi no dia 7 de outubro de 2000, por 3 a 1.

Apesar da empolgação que a entrada de Jobson causou no time alvinegro, o Flamengo fez o gol da vitória pouco depois. Com 23min, Petkovic deu passe primoroso para Vinícius Pacheco na área e o camisa 22 tocou para o meio, onde Paulo Sérgio, que havia substituído Diego Maurício, só precisou dominar e tocar para o gol vazio.

Com o resultado, o time rubro-negro chegou a 12 pontos ganhos e encostou na zona de classificação para a Copa Libertadores. Já o Botafogo estacionou nos nove pontos e ocupa a zona intermediária da tabela.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Espanha espreme laranja e fica com o título do Mundial 2010

A Espanha coroou neste domingo o sucesso de uma geração. Foi sofrido, no final do segundo tempo da prorrogação da final da Copa do Mundo da África do Sul. Mas a "Fúria" bateu a Holanda na por 1 a 0, no Estádio Soccer City, em Jogannesburgo, e se sagrou pela primeira vez campeã do mundo. O herói do título foi Iniesta, que anotou o gol salvador. Mesmo antes do apito final, já era possível ver jogadores como Casillas e Piqué chorando muito em campo pelo feito que estavam alcançando.


Prorrogação

Com 11min, veio o gol salvador. Fàbregas tocou para Iniesta na direita da área e o jogador do Barcelona, que tanto hesitou em chutar durante a partida, encheu o pé para estufar as redes de Stekelenburg. Os holandeses reclamaram muito de impedimento, mas a posição do atleta era legal.

A partida também foi marcada pela violência. Foram 12 cartões amarelos e um vermelho distribuído pelo juiz Howard Webb, além de lances de extrema violência - como a "voadora" de De Jong em Xabi Alonso. O árbitro inglês preferiu atuar na base da conversa ao invés de expulsar um jogador de uma das duas equipes. Tanto que o cartão vermelho de Heitinga, que havia cometido falta dura em Villa quando recebeu o amarelo, só saiu no segundo tempo da prorrogação.

Os comandados de Vicente del Bosque, que há dois anos encantaram o mundo no título da Eurocopa, voltaram a fazer história. Tida por diversas vezes como grande seleção nas previsões antes dos Mundiais, os espanhóis acabavam decepcionando na hora H e ficaram com fama de "amarelões". Desta vez, a situação mudou. Chegaram pela primeira vez a uma semifinal de Copa, depois à primeira decisão e agora ao inédito título. Além de terem alcançado uma marca histórica para o país, os espanhóis se tornaram a primeira seleção europeia a conquistar um título mundial fora do seu continente.

Foi a premiação para uma equipe de toques rápidos e envolventes, com um belo entrosamento e que tem jogadores de muito talento como Xavi, Iniesta e Villa. Apesar de um tropeço na primeira partida contra a Suíça, os espanhóis deram a volta por cima durante o Mundial, deixando para trás adversários como Portugal e Holanda. Se há um ano, os espanhóis saíram da África como grande decepção da Copa das Confederações, hoje foram agraciados com a taça.

sábado, 10 de julho de 2010

Alemanha vence o Uruguai de virada e fica em terceiro no Mundial

Em uma partida movimentada no Estádio Nelson Mandela Bay, em Port Elizabeth, a Alemanha, que não mostrou muito ânimo nas comemorações - bateu o Uruguai por 3 a 2 e assegurou a terceira colocação da Copa do Mundo de 2010. O jogo teve duas viradas e derrubou um tabu da história dos Mundiais: pela primeira vez, uma seleção ficou com o 3º lugar em duas ocasiões consecutivas. Em 2006, os germânicos venceram Portugal por 3 a 1 e obtiveram a mesma colocação.

As duas seleções tiveram mudanças entre os titulares. Do lado uruguaio, o técnico Oscar Tabárez sacou Victorino, Álvaro Pereira e Gargano para os retornos de Lugano, Fucile e Suárez; pelos alemães, o artilheiro Klose, com dores nas costas, foi a maior baixa, ficando a um gol de igualar o recorde de Ronaldo em Copas (15 gols). O brasileiro Cacau foi seu substituto. O capitão Lahm, o goleiro Neuer e o meia-atacante Podolski também ficaram de fora, dando lugar a Aogo, Butt e Jansen.

O gol não demorou a sair. Aos 18min, Schweinsteiger - que assumiu a braçadeira de capitão com a saída de Lahm - arriscou de longe e o goleiro Muslera rebateu a bola para o meio da área. Thomas Müller aproveitou a falha do camisa 1 e só teve o trabalho de chutar para o gol vazio no rebote, marcando seu quinto gol na Copa do Mundo.

O time alemão diminuiu o ritmo depois de abrir o placar e permitiu a reação dos sul-americanos. Com 27min, após Schweinsteiger ser desarmado no meio de campo, Suárez puxou o contra-ataque e acionou Cavani na esquerda. O jogador entrou na área e tocou com tranquilidade no canto de Butt para empatar.

Os uruguaios continuaram melhores na volta do intervalo. Com 2min, Forlán deu belo passe para Cavani na área, mas Butt saiu bem para abafar; na sobra, Suárez chutou em cima do goleiro alemão. Aos 5min, porém, não teve jeito: Arévalo cruzou da direita e Forlán emendou um lindo sem-pulo para virar a partida, chegando também à marca de cinco gols no Mundial.

Mesmo sem muita inspiração, a Alemanha demorou só cinco minutos para empatar. Boateng levantou a bola na segunda trave, Muslera saiu mal e Jansen subiu para desviar de cabeça, deixando tudo igual no placar e cortando o bom momento do Uruguai no jogo

Quando tudo parecia indicar um empate no tempo normal, Khedira fez o terceiro da Alemanha. Após cobrança de escanteio aos 36min, a bola rebateu em Lugano e sobrou limpa para o volante alemão, que cabeceou para o fundo das redes e definiu o terceiro lugar para a seleção europeia. Forlán ainda acertou a trave no último lance do jogo e por pouco não levou a decisão para a prorrogação.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Espanha bate a Alemanha e vai a primeira final de sua história em Copas

Em sua melhor exibição na Copa do Mundo, a Espanha dominou a Alemanha nesta quarta-feira, no Estádio Moses Mabhida, em Durban, e venceu por 1 a 0 para chegar à final pela primeira vez em sua história. O zagueiro Carles Puyol foi o herói ao marcar de cabeça o gol da classificação. O futebol rápido e envolvente dos alemães, que rendeu goleadas sobre Inglaterra e Argentina nos últimos jogos, não apareceu na semifinal.


Os dois times tiveram uma mudança cada entre os titulares. Os alemães não puderam contar com o suspenso Thomas Müller, que deu lugar a Trochowski na meia direita. Do outro lado, o técnico Vicente del Bosque barrou Fernando Torres, que vinha tendo apresentações apagadas, para a entrada do jovem Pedro. Com isso, a seleção ficou com nada menos que seis jogadores formados na base do Barcelona - além de David Villa, recém-contratado pelo clube catalão.

O amplo domínio espanhol foi recompensado de um jeito pouco característico: na bola parada. Aos 27min, Xavi bateu escanteio pela esquerda e Puyol subiu para cabecear firme, enfim estufando as redes alemãs em Durban, em uma falha de marcação dos tricampeões mundiais.

Com a vitória histórica, a Espanha enfrentará a Holanda em uma final inédita de Mundial, no próximo domingo, no Estádio Soccer City, em Johannesburgo. Já a Alemanha terá o consolo de disputar a decisão do terceiro lugar contra o Uruguai, no sábado, em Port Elizabeth.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Depois de 32 anos Holanda volta a disputar uma final de Copa do Mundo

Com um futebol que envolveu a forte defesa do Uruguai no segundo tempo, a Holanda venceu o rival sul-americano por 3 a 2 nesta terça-feira, no Estádio Green Point, na Cidade do Cabo, e voltou a uma decisão de Copa do Mundo após 32 anos. "Carrascos" da Seleção Brasileira nas quartas, Sneijder (autor dos gols que eliminaram o Brasil) e Robben (envolvido no lance da expulsão de Felipe Melo) decidiram o jogo com um gol cada.


As duas equipes tiveram desfalques e foram obrigadas a mudar a escalação. Além de Suárez, os uruguaios não contaram com o lateral Fucile, suspenso, e com o zagueiro Lugano e o meia Lodeiro, lesionados; do outro lado, o lateral Van der Wiel e o volante De Jong ficaram de fora. O técnico holandês Bert van Marwijk fez trocas simples e manteve o esquema de jogo, enquanto Oscar Tabárez preferiu um time mais defensivo, com três homens de marcação no meio.

Aos 17min, quando o capitão Van Bronckhorst abriu o placar com um golaço de fora da área. O lateral esquerdo recebeu na intermediária e soltou uma bomba no ângulo de Muslera, sem chances de defesa.

O gol de empate veio na jogada seguinte aos 40 minutos do primeiro tempo, sempre com Forlán. O camisa 10 dominou na intermediária, fez o corte para o pé esquerdo e arriscou de longe; a bola pegou uma curva e enganou Stekelenburg, que falhou no lance.

A Holanda voltou a ficar na frente aos 25min. Sneijder chutou da entrada da área, a bola desviou na zaga e foi morrer no cantinho do goleiro Muslera. Os uruguaios reclamaram de um impedimento de Van Persie, que não desviou a trajetória da bola, mas fez um movimento quando ela passou - o que o árbitro Ravshan Irmatov não interpretou como participação direta no lance.

Três minutos depois, Kuyt cruzou da esquerda e Robben subiu no meio da área uruguaia para desviar de cabeça e fazer 3 a 1. O Uruguai ainda buscou forças para diminuir nos acréscimos com Maxi Pereira, que bateu colocado de pé esquerdo após cobrança curta de falta, mas não foi o suficiente para chegar ao empate.

Vice-campeã em 74 e 78, a Holanda tentará o título inédito contra o vencedor do confronto entre Alemanha e Espanha, que acontece nesta quarta-feira, em Durban. O Uruguai encara o perdedor na disputa do 3º lugar.

sábado, 3 de julho de 2010

Villa coloca a "fúria" na semifinal contra os Alemães

Em um jogo marcado por cinco minutos eletrizantes durante o segundo tempo e um sufoco inacreditável para sair o primeiro gol, a favorita Espanha sofreu muito, mas conseguiu passar pelo Paraguai, por 1 a 0, no Estádio Ellis Park, e avançou às semifinais da Copa do Mundo pela primeira vez em sua história.


O jogo foi marcado por pênaltis desperdiçados para os dois lados e polêmicas na cobrança dos espanhóis, quando a partida ainda estava com 0 a 0 no marcador. O tento espanhol foi mais uma vez marcado por David Villa, que se isolou na artilharia da Copa do Mundo com cinco gols.

Mesmo longe de uma boa atuação, os espanhóis contaram com um momento brilhante de Iniesta para abrir o placar em um lance dramático. Aos 38min, o meia do Barcelona arrancou pelo meio em grande jogada individual e serviu Pedro na direita, que bateu na trave. No rebote, a bola voltou para Villa, cujo chute tocou nas duas traves antes de entrar.

Com a vitória, os espanhóis conseguem ficar no grupo dos quatro primeiros de um Mundial depois de 60 anos e, no mínimo, igualam sua melhor colocação na história, que foi uma quarta posição em 1950 (quando não houve semifinais, mas um quadrangular).

Os comandados de Vicente del Bosque têm agora pela frente a Alemanha, equipe que tem apresentado o futebol mais convincente no Mundial até então. A semifinal acontece na próxima quarta-feira, às 15h30 (de Brasília), em Durban.

Alemanha humilha e Argentina volta para casa de "quatro"

Assim como aconteceu em 2006, a Alemanha eliminou a Argentina nas quartas de final da Copa do Mundo. Desta vez, no entanto, os alemães não precisaram dos pênaltis. Com uma arrasadora vitória por 4 a 0, neste sábado, no Estádio Green Point, na Cidade do Cabo, a equipe europeia arrancou gritos de "olé" dos torcedores, despachou o time de Maradona e garantiu vaga nas semifinais pela terceira vez seguida em Mundiais.


Em uma blitz, a Alemanha conseguiu abrir o placar já aos 3min. Após cometer uma falta próximo ao bico da grande área no lado direito de sua defesa, Otamendi não subiu na hora do levantamento de Schweinsteiger e deixou Muller livre. O alemão desviou levemente de cabeça e contou com a falha do goleiro Romero, mal posicionado, que viu a bola tocar em seu braço antes de entrar.

Como vem sendo comum no Mundial, porém, dominar a bola não é sinônimo de vitória. Sempre rápida ao atacar, a Alemanha ampliou o marcador aos 23min. Avançando pela esquerda, Khedira tocou para Müller, que mesmo caído e de costas para o gol, conseguiu encontrar um toque para Podolski. Aproveitando a falha na marcação de Otamendi, o atacante invadiu a área e serviu para Klose, livre na pequena área, balançar as redes.

Aos 29min, Schweinsteiger fez fila, passando pelas frágeis marcações de Pastore e Higuaín, invadindo a área até tocar para trás, encontrando Friedrich tranquilo para empurrar a bola às redes.

Totalmente desorganizada, a Argentina cedeu mais um gol aos 44min. Sempre pelo lado esquerdo de seu ataque, Podolski avançou com liberdade até o cruzamento para Klose, que marcou pela 14ª vez na história das Copas do Mundo. Com mais um, o atacante igualará o recordista Ronaldo. Na África do Sul, o jogador do Bayern de Munique já se igualou aos artilheiros, também com um total de quatro gols.

Na semifinal, a Alemanha encara o vencedor do duelo entre Paraguai e Espanha, que acontece neste sábado, às 15h30 (de Brasília), em Johannesburgo. Do outro lado da chave, Holanda e Uruguai disputam um lugar na decisão.

Uruguai acaba com sonho africano

O discurso emocionado do técnico Oscar Tabárez ressaltando a cultura futebolística e o amor do povo uruguaio pelo futebol pôde ser traduzido no gramado do Soccer City nesta sexta-feira. Em uma exibição de poder de reação, a seleção do Uruguai contou com um "milagre" para vencer Gana nos pênaltis e chegar à semifinal da Copa do Mundo, após empate por 1 a 1: no último minuto da prorrogação, Gyan desperdiçou um pênalti para os africanos.


Em um dia que a Seleção Brasileira foi eliminada pela Holanda, os uruguaios salvaram a sexta-feira dos sul-americanos e voltaram a se garantir entre os quatro melhores do Mundial depois de 40 anos longe das semifinais. O pênalti decisivo foi convertido por Loco Abreu, atacante do Botafogo, que bateu com cavadinha - assim como na final da Taça Rio deste ano contra o Flamengo.

O melhor momento de Gana na partida foi recompensado com um gol pouco antes do intervalo. Aos 46min, Muntari dominou a bola na intermediária, avançou casualmente e soltou uma bomba de muito longe. A bola fez uma curva e enganou Muslera, que foi pego no contrapé e viu sua rede balançar.

Mesmo em vantagem, os ganenses não abdicaram do jogo no segundo tempo e passaram a ameaçar principalmente no contragolpe. Porém, o Uruguai conseguiu voltar para o jogo aos 9min. Forlán bateu falta da meia esquerda e acertou um chute colocado no canto de Kingson, surpreendendo o goleiro, que havia dado um passo para o lado errado.

No último minuto do tempo extra, após bate-rebate na área uruguaia, Suárez impediu o gol ganense, salvando a bola com a mão em cima da linha. O atacante foi expulso pelo árbitro português Olegário Benquerença, e vários jogadores de Gana comemoraram como se o jogo já estivesse ganho, indo em direção à torcida.

Porém, Gyan, artilheiro de Gana, desperdiçou a cobrança do pênalti, chutando por cima da meta. Na decisão por penalidades, Maxi Pereira perdeu para o Uruguai, mas o goleiro Muslera defendeu as batidas de Mensah e Adiyiah, garantindo a vitória por 4 a 2.

Depois da derrota, os jogadores de Gana choraram copiosamente. Inconsolável, Gyan saiu de campo carregado. O zagueiro Vorsah chutou três garrafas de água e teve de ser segurado pelos companheiros. Indiferente ao desespero dos africanos, o Uruguai comemorou muito o resgate de sua tradição em Copas do Mundo.

Agora, os uruguaios buscam fazer mais história e voltar a uma decisão de Copa do Mundo, coisa que não acontece desde o título de 1950. Para isso, terão de passar pelos holandeses, na Cidade do Cabo.

Sonho do Hexa adiado

Acabou o sonho do hexacampeonato da Seleção Brasileira na Copa do Mundo da África do Sul. O time comandado por Dunga naufragou no segundo tempo e perdeu de virada por 2 a 1 para a Holanda nas quartas de final, nesta sexta-feira, em Port Elizabeth.


Um novo nome a ser anotado na história como carrasco do futebol brasileiro: Wesley Sneijder. O camisa 10 da Holanda foi o principal responsável pela virada. Depois de levantar a bola na área e provocar o gol contra de Felipe Melo, marcou de cabeça - na altura dos seus 1,70 m, o gol que enterrou a participação brasileira na Copa.

Felipe Melo, que havia dado uma bela assistência no primeiro tempo quando o Brasil abriu o placar, teve um final trágico na partida. Além de ter marcado contra, acabou expulso depois de pisar no craque holandês Robben. Foi a imagem do apagão que sofreu o Brasil no segundo tempo. Os jogadores mostraram desespero e desequilíbrio em campo.

No começo do jogo, foram os holandeses que ficaram perdidos. Até pareciam muito bem armados nos primeiros movimentos. Davam espaço para a primeira saída de bola do Brasil, depois tentavam agressivamente o desarme a partida da intermediária de seu ataque. Numa clara proposta de não deixar a bola chegar redonda até os homens de frente da Seleção.

Mas a engrenagem holandesa falhou e Felipe Melo deu uma assistência milimétrica do meio de campo e deixou Robinho na cara do gol. De primeira, o atacante arrematou sem chances para o goleiro Stekelenburg. Isso com apenas 10 minutos de jogo.

Estranhamente quem tentava acompanhar Robinho era o craque ofensivo do time holandês, Robben. Depois de não alcançar o atacante brasileiro e ver a rede balançar se virou para o banco de reservas e levou uma bronca do técnico Van Marwijk. Não gostou, abriu os braços e reclamou. Fez sinal de que não era ele que deveria estar ali.

O gol desajustou a organizada equipe holandesa. Os brasileiros se aproveitaram e continuaram criando boas chances. Juan chutou por cima do travessão após cruzamento de Daniel Alves. Kaká por pouco não fez um golaço de cobertura - o goleiro holandês salvou.

A defesa brasileira também foi eficiente nos lances capitais do primeiro tempo. Robben tentava sua jogada característica de receber a bola pela ponta direita, cortar para dentro e arrematar com a esquerda. Era parado no domínio de bola por Michel Bastos - algumas vezes com falta - ou na hora da finalização pelos zagueiros e volantes.

Mas, logo com 8 minutos de bola rolando no segundo tempo, um lance que parecia banal mudou novamente o jogo. Sneijder cruzou a bola em direção ao gol brasileiro. Júlio César saiu do gol para tentar afastar com um oco, trombou com o volante Felipe Melo e viu a rede balançar. A bola ainda resvalou na cabeça do volante brasileiro.

Abalado, o Brasil passou a assistir à Holanda em campo. O time europeu aproveitou e deu a cartada final aos 23min. Depois de cobrança de escanteio de Robben, Kuyt desviou no primeiro pau e Sneijder nem precisou pular para arrematar. Sozinho, sem marcação. A zaga brasileira toda ficou apenas assistindo ao lance.

Dunga ainda tentou uma medida desesperada e colocou Nilmar no lugar do artilheiro do time, Luis Fabiano. Com um jogador a menos, a Seleção até tentou contra-ataques, mas não deu. Foi o fim do sonho do hexa.

Por um lugar na final da Copa, a seleção holandesa volta a jogar na próxima terça-feira, às 15h30 (de Brasília), na Cidade do Cabo. A Holanda aguarda ainda o adversário, que sai do confronto entre Uruguai e Gana, ainda nesta sexta, às 15h30.